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Acompanhamento é chave contra o Esôfago Barrett

A gastroenterologista do Hospital de Clínicas, Dra. Helenice Breyer, abordou especificidades acerca do diagnóstico e tratamento do Esôfago Barrett e sua relação com a ocorrência de tumores no aparelho digestivo. Caracterizado pela alteração no epitélio colunar esofágico, pacientes com este diagnóstico requerem acompanhamento e atenção da comunidade médica.

Ela pontuou que o problema é mais comum entre os homens e que, quando descoberto, geralmente leva o paciente a aumentar a vigilância, diminuindo a letalidade de casos de câncer diagnosticados posteriormente. A especialista pontuou que há quem diga que há poucas vantagens em monitorar os casos de Barrett, tendo em vista que a maioria dos pacientes que têm diagnóstico de adenocarcinoma nem sabiam ter Barrett. Contudo, ela defende o controle sob a justificativa de que a mortalidade de quem acompanha a evolução por meio de uma vigilância endoscópica é sempre menor.

Outro aspecto importante a ser analisado é a extensão da Esôfago de Barrett. O tamanho da alteração do tecido deve ser levado em conta na hora de definir a periodicidade do acompanhamento endoscópico. Há duas correntes orientativas a esse respeito:
A escola Britânica preconiza que Barrett menor de 3cm deve ser monitorado de 3 a 5 anos. Acima de 3cm, o procedimento deve ser realizado entre 2 e 3 anos. A corrente francesa, diz que lesões de até 3cm deve ser monitoradas a cada 5 anos, entre 3cm e 6 cm a cada 3 anos e aquelas maiores do que 6cm a cada dois anos.

Os exames devem ser feito sempre com biopsia dos quatro quadrantes e áreas suspeitas. Contudo, ela garante que o monitoramento de Barrett está em evolução. "Estamos em uma curva de aprendizado".

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