top-right

Refluxo desafia especialista de diferentes áreas

Exames ajudam a avaliar o refluxo

A apresentação do gastroenterologista da FUGAST, Dr. Roberto Nascimento durante a 26ª Jornada de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva abordou as principais causas da doença do refluxo gastroesofágico e seus métodos de diagnóstico. Ao abrir painel especial sobre o tema, ele pontuou que 50% das endoscopias altas realizadas têm resultado normal, mas muitas vezes são necessárias para orientar o diagnóstico. Ele também pontuou as vantagens da PHmetria na avaliação da severidade do refluxo.

Refluxo desafia especialista de diferentes áreas

A visão dos otorrinos sobre o refluxo

A médica responsável pelo Ambulatório de Disfagia e Laringologia do Mãe de Deus e assistente do serviço de otorrino da PUCRS, Dra.Roberta Noer Pilla, falou sobre o refluxo pelo olhar dos otorrinolaringologistas. Ela pontuou que quando os sintomas são característicos o paciente geralmente é encaminhado para o gastroenterologista, mas muitas vezes os otorrinos tentam tratar o problema. A grande dificuldade é fechar o diagnóstico, já que há uma variedade de sintomas nem sempre diretamente relacionados ao refluxo.

Sobre o Refluxo laringofaringeo, ela abordou as dificuldades de diagnóstico, principalmente devido às diferença de epitélio entre a laringe, a faringe e o esôfago. Mas pontuou casos em que relaciona a disfonia ao refluxo. "A presença de edema pode ser um sinal de refluxo laringofaringeo, mas pode ter outras causas. É um diagnóstico difícil".

Há outros sintomas que podem ajudar a fechar o diagnóstico, como erosão dentária, edema, granuloma posterior. Segundo ela, há tratamentos bem sucedidos associados à fonoterapia. Contudo, disse que geralmente solicita-se Endoscopia – mesmo que 80% dos resultados sejam normais – para se ter certeza que se vai tratar com Inibidor de bomba (IBP) um paciente normal. "Como otorrinos, nós queremos tratar sabendo que o paciente é normal, que não tem nada mais sério, como adenocarcinoma ou Barrett". Além disso, falou sobre os avanços de mudanças comportamentais contra o refluxo, como uma terapia anti-refluxo baseada em uma dieta antiácida.

Refluxo desafia especialista de diferentes áreas

Cirurgia pode reestabelecer função

O cirurgião geral do Hospital Moinhos e Vento e da FUGAST Dr.Roberto Menegotto abordou as indicações cirúrgicas que visam restabelecer a função esofágica, recriando a pressão que inibe o refluxo por meio de uma válvula. As principais mudanças no processo vieram com a laparoscopia que facilitou muito o tratamento cirúrgico. Sua recomendação clássica é para aqueles pacientes onde o tratamento convencional do refluxo falhou, para os que deixaram de tomar a medicação ou para os casos em que o controle foi inviabilizado por complicações como estenose, esofagite, Barrett ou sintomas pulmonares.

Geralmente, os pacientes referem ter sintomas de refluxo diários (7%), semanal (14%), mensal (36%-44%) e até casos severos (3%). Entre os sintomas estão pirose e dor torácica, mas há vários indícios não habituais, como aqueles relacionados à área pulmonar, otorrinolaringológica e oral.

Refluxo desafia especialista de diferentes áreas

Leia mais artigos da 26ª Jornada e muitos outros...