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By-pass e Sleeve concentram mais de 90% dos procedimentos cirúrgicos contra a Obesidade

By-pass e Sleeve concentram mais de 90% dos procedimentos cirúrgicos contra a ObesidadeApesar de ser apontada por especialistas como a melhor solução para obesidade mórbida, a cirurgia gástrica deve ser um caso indicado apenas para casos extremos e a escolha do método deve levar em conta questão técnicas e o histórico do paciente. Existem várias técnicas cirúrgicas para o controle da obesidade.

A mais comum continua sendo a chamada By-pass gastro-jejunal, que consiste na ressecção do fundo gástrico com anastomose do intestino delgado, uma espécie de desvio feito na altura do estômago. A segunda opção é a Sleeve gastrectomy, uma cirurgia que tira a grande curvatura do estômago e tem forte tendência de expansão nos próximos anos. As duas modalidades concentram mais de 90% dos procedimentos cirúrgicos realizados atualmente.

O principal benefício do By-pass é com relação ao controle do diabetes. Apesar do visível crescimento do Sleeve, ele é menos indicado para pacientes com histórico de refluxo, mas altamente recomendado para pacientes com histórico familiar de câncer do aparelho digestivo tendo em vista que preserva a estrutura do tubo e permite acesso para controle endoscópico das estruturas. O detalhamento sobre os procedimentos foi apresentado pelo cirurgião Antônio Weston durante a 26ª Jornada de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva. Todos os procedimentos, explica ele, são geralmente realizados por laparoscopia, técnica que entrou com força no mercado cirúrgico, melhorou resultados e diminuiu complicações.

Weston falou sobre os critérios para a indicação cirúrgica do controle da obesidade. O especialista deve levar em conta aspectos como IMC maior do que 40 ou entre 35 e 40 com alguma co-morbidades (diabetes, hipertensão, etc), histórico de cinco anos de obesidade com falhas comprovadas de outros tratamentos, capacidade de entendimento do procedimento e suas consequências e idade entre 16 a 65 anos. "É impossível para um cirurgião conseguir abordar todos os aspectos de avaliação e comportamento que um paciente requer. É importante estar cercado de outros profissionais entre os quais os gastroendoscopistas".

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