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Sedação para Exames Endoscópicos

A cada ano as indicações para exames endoscópicos e seus desdobramentos terapêuticos (retirada de pólipos ou tumores, ecografias endoscópicas, esclerose vascular, cauterizações a laser, entre outros) têm aumentado em número e complexidade. Os pacientes e sua tolerância física (patologias associadas) e emocional (ansiedade) aos procedimentos são muito variáveis e por vezes é necessário não só algum tipo de sedação como a monitorização de parâmetros vitais (pressão arterial, saturação de oxigênio, eletrocardiograma) com a presença de anestesista.

Rotineiramente as endoscopias digestivas altas (EDA) e as colonoscopias são realizadas e bem toleradas com graus mínimos de sedação e analgesia. A sedação (estado de diminuição na atividade cerebral) é conseguida com o uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e promovem uma tolerância e colaboratividade maior por parte do paciente. A analgesia (ausência/diminuição da dor) é obtida com medicamentos que têm ação potente nos receptores nervosos envolvidos na propagação da mensagem dolorosa.

O objetivo da sedação é propiciar uma situação de conforto ao paciente (amnésia/sonolência) e melhores condições (imobilidade/colaboratividade) para o profissional que executa o exame ou procedimento (retirada de pólipos, biópsias, mucosectomias, ecografias endoscópicas).

Os tipos de sedação realizados em nossa instituição são basicamente dois:

1. Sedação convencional.

2. Sedação anestésica.

A sedação convencional é realizada na maioria dos casos e é administrada pela equipe de enfermagem sob supervisão do médico que realizará a EDA ou a colonoscopia. Ela é bem tolerada e indicada para os casos em que não haja patologias importantes associadas, nos pacientes pouco ansiosos e nos procedimentos menos demorados.

A sedação anestésica (não é anestesia geral) é realizada nos casos em que a sedação convencional pode ser ineficaz ou naqueles pacientes que apresentam patologias associadas ou que requeiram um manejo diferenciado durante seu procedimento devido a complexidade (retirada de tumores, p.ex). Também é indicada quando o grau de ansiedade é elevado ou para aqueles pacientes que optam pela presença de um médico anestesista durante a sua sedação mesmo não se enquadrando nos casos acima citados.

Todos os pacientes agendados são previamente entrevistados pela equipe de enfermagem. Esta entrevista (triagem) tem por objetivo indicar qual tipo de sedação é o mais adequado para cada caso avaliando-se informações como: estado de saúde, complexidade do procedimento endoscópico a ser realizado, grau de ansiedade, uso crônico de medicamentos e história médica pregressa.

A correta indicação do tipo de sedação a ser realizado contribui de forma importante para manter os procedimentos endoscópicos no grupo dos mais seguros da prática médica atual.